Aprovada no final em dezembro do ano passado pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o projeto de lei que determina a execução dos hinos brasileiro e rio-grandense antes do início de eventos esportivos nacionais e internacionais pode acarretar uma multa de até R$ 100 mil à Federação Gaúcha de Futebol.
Isso porque a entidade foi denunciada no artigo 191 do Código Brasileiro de de Justiça Desportiva (deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento de regulamento, geral ou especial, de competição), em função do atraso de cinco minutos no jogo entre Inter x Atlético-MG, em 10 de agosto, pelo Brasileirão.
O presidente da FGF, Francisco Novelleto, não se mostrou surpreso com a denúncia. Ele culpou os clubes, especialmente os visitantes, pelo atraso. “Se o time demora a entrar, consequentemente o jogo vai atrasar”, disse.
Ele afirmou que a defesa da FGF vai se basear nisso, pois a federação acredita que a multa poderá ser repassada ao time responsável.
Entretanto, Novelleto se mostra contrário à lei dos hinos, a qual chega a classificar como “absurda”. “Não é coisa para estádio de futebol. Até porque ninguém respeita o Hino Nacional, infelizmente”, observa.
Com ou sem evento determinado por lei antes do apito inicial, o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça (STJD), Paulo Schmidt, foi enfático: “Quer tocar o hino, toque antes.
O jogo tem que começar no horário”. Além do Rio Grande do Sul, segundo ele, os estados de Paraná e São Paulo também executam seus hinos antes do começo das partidas.
Fonte: Correio do Povo
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